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January 24, 2011

Na vitrola

Oi! A Nova Música Brasileira! (Mais Um Discos, 2010)

Essa compilação de 2 CDs e 40 faixas totais apresenta um retrato muito diverso do espectro da produção musical brasileira entre 2009/2010 fora do mainstream de costume. A maioria dos nomes aqui vem da cena independente, experimental e alternativa da música brasileira que só mesmo um inglês poderia reunir (Mais Um Gringo). Como em toda coletânea, a qualidade é desnivelada e às vezes fica difícil dizer qual a relação com o Brasil que algumas músicas tem além do nome do cantor. Outras seguem um estilo Cansei de Ser Sexy e pecam pela mesmice derivativa. Mas a variedade é impressionante (grupos de 14 estados estão representados, passando do forró ao rap ao calypso ao techno-brega) e há algumas pérolas como a faixa do 3 Na Massa com a Céu (lembrando Thievery Corporation), alguns bons instrumentais (Jam da Silva, La Pupuña e Burro Morto) e o pernambucano sempre divertido Cidadão Instigado colaborando com Ovelhinha.
Destaques: Diego de Moraes e O Sindicato – Amigo, Curumin – Caixa preta (com B Negão e Lucas Santana)
This 2-CD compilation and a total of 40 tracks presents a very diverse picture of the Brazilian musical production between 2009/2010 outside of the usual mainstream. The majority of the names here are from the independent, experimental and alternative scene of Brazilian music, the kind of artists that only an Englishman could only put together (Mais Um Gringo). As in all anthologies, the quality is uneven and sometimes it is difficult to say what is the relation that some songs have with the Brazil besides the name of the singer. Some follow the Cansei de Ser Sexy style and fall in the derivative sameness pit. But the variety is impressive (groups from 14 states are represented, going from forró to rap to calypso to techno-brega) and there are some pearls in the middle, like 3 Na Massa with Céu (sounding like the Thievery Corporation), some good instrumentals (Jam Da Silva, La Pupuña and Burro Morto) and the always amusing pernambucano Cidadão Instigado collaborating with Ovelhinha.
Highlights: Diego de Moraes e O Sindicato – Amigo, Curumin – Caixa preta (com B Negão e Lucas Santana)

Monica da Silva – Brasilissima (Indie, 2011)

Monica da Silva tem não apenas dupla cidadania, mas também dupla personalidade. A cantora, residente na Florida, divide seu álbum em indie sub-pop cantado em inglês e algumas inspiradas músicas em português. Infelizmente falta coesão ao disco, mas as faixas com suingue brasileiro são promissoras e caem muito bem com o leve sotaque dessa americana-brasileira.
Destaque: Aí então
Monica da Silva not only has double citizenship but also double personality. The singer, resident of Florida, divides her album between indie sub-pop sung in English and some inspired songs in Portuguese. Unfortunately, the album lacks cohesion, but the songs with Brazilian flair are promising and go well with this American-Brazilian’s light accent.
Highlight: Aí então

January 16, 2011

Na vitrola

Burro Morto – Baptista Virou Máquina (2011)

Banda paraibana de roque progressivo com um som experimental, quase Tropicalista, menos as letras. O album é totalmente instrumental, o que prejudica a identidade das músicas, mas o resultado é barulho de qualidade. Guitarras, uma percussão muito afiada (às vezes jazzistica, às vezes tupiniquim) e muito retorno eletrônico. O disco também traz um DVD com um filme inspirado no álbum e todo o projeto gráfico feito por Shiko, “grafiteiro, pixador, quadrinista, fanzineiro e escultor” paraibano.
Destaque: Luz Vermelha
Paraíba rock band with an experimental sound, almost Tropicalista, minus the lyrics. The album is entirely instrumental, which harms the identity of the songs, but the result is a quality racket. Guitars, a very sharp percussion set (sometimes jazzy, sometimes very Brazilian) and a lot of electronic feedback. The record also comes with a DVD with a film inspired by the album and graphic project done by Shiko, multi-talented artist from Paraíba also.
Highlight: Luz Vermelha

Rafael Pondé – Eu e Meu Violão (2007)

O album que Rafael Pondé lançou ano passado pelo selo alemão Peppermint Park trouxe uma versão mais “world-music” da música desse talentoso baiano. Algumas faixas antigas foram reformuladas com letras em inglês e arranjos mais produzidos, além de músicas inéditas. Voltei então à fonte desses sons nesse disco independente de 2007. O som desse Jack Johnson brasileiro é uma mistura de Djavan e reggae que cai muito bem com seu estilo relax e suas letras zen. Os arranjos aqui são mais simples, mas as melodias ainda brilham como a fogueira de um lual na Bahia.
Destaque: Sorriso de Flor
The album that Rafael Pondé put out last year on the German label Peppermint Park brings a “world-music” version of the music of this talented baiano. Some old tracks were reformulated with English lyrics and more fully produced arrangements. I went back to the source of these sounds in this independent record of 2007. The sound of this Brazilian Jack Johnson is a mixture of Djavan and reggae that fits his relaxed style and zen lyrics very well. The arrangements are simpler here, but the melodies still shine like a bonfire in a luau in Bahia.
Highlight: Sorriso de Flor